Dois gatos e um cachorro. Eles não mentem, não guardam rancor, não vivem no passado nem no futuro. São a encarnação viva da presença plena — e ensinam mais sobre filosofia do que muitos livros.
Cada um com sua personalidade, seus ensinamentos e sua forma única de lembrar que o presente é o único lugar onde a vida acontece de verdade.
Não precisa da sua aprovação. Não pede desculpas por ser quem é. Tem limites claros e os comunica sem drama — basta uma olhada. Dorme onde quer, acorda quando quer, demonstra afeto nos termos dele.
Passa horas olhando pela janela. Não está entediado — está presente. Observa o movimento lá fora com uma atenção que os humanos raramente alcançam. Quando você o chama e ele não vem, não é teimosia — é foco.
Não importa como foi o seu dia. Não importa se você errou, se falhou, se está de mau humor. Quando você abre a porta, ele age como se fosse o melhor momento da vida dele — e provavelmente é. O amor do cachorro não tem condições nem memória de rancores.
"O gato não sabe o que é ansiedade. O cachorro não conhece rancor. Eles vivem no único tempo que existe — agora. Somos nós, com nossos cérebros sofisticados, que inventamos o sofrimento de viver em outro tempo."— Reflexão às 23h com um gato no colo
Há pessoas que dizem que não têm tempo para pet, que é muita responsabilidade, que complica a vida. É verdade — complica. Você não pode mais sair qualquer hora, precisa pensar neles nas férias, tem gastos extras.
Mas o que eles devolvem não tem conta bancária capaz de medir: um ser que te ama sem condições, que vive completamente no presente, que te lembra todo dia que a vida acontece aqui e agora — e não no passado que passou ou no futuro que ainda não chegou.
A matilha do Burrinho não é decoração de vida. É parte integrante dela. São os professores mais honestos, mais consistentes e mais amorosos que já tive.